sexta-feira, 25 de outubro de 2019


Revendo o resultado ganha-ganha-ganha-ganha na Síria
 
The Saker – tradução de btpsilveira

Em seu artigo recente “Estrada para Damasco: como a guerra da Síria foi vencida” Pepe Escobar resume o resultado da Guerra da Síria da seguinte maneira:
 “Trata-se de uma vitória quádrupla. Os Estados Unidos realizam uma retirada para salvar a honra, a qual Trump pode vender como ‘para evitar um conflito contra um aliado da OTAN’. A Turquia tem a garantia – dada pelos russos – de que o exército sírio controlará a fronteira entre os dois países. A Rússia evita a escalada da guerra e mantém vivo o formato Rússia-Irã-Turquia para o processo de paz. A Síria eventualmente retomará o controle de todo o nordeste do país.”

quarta-feira, 23 de outubro de 2019


Vladimir Putin, pacificador-em-chefe

23/10/2019, Pepe EscobarAsia Times
Tradução pelo Coletivo Vila Mandinga

Acordo Rússia-Turquia estabelece ‘zona segura’ ao longo da fronteira sírio-turca e haverá patrulhas militares conjuntas russo-turcas 


As negociações em Sochi foram demoradas – mais de seis horas –, tensas e duras. Dois governantes numa sala com seus intérpretes e vários importantes ministros turcos mantidos próximos, para o caso de ser necessária alguma específica consulta. O que ali se discutia era imenso: em resumo, um mapa do caminho para afinal pacificar o nordeste da Síria.

sábado, 19 de outubro de 2019


Vencedores e perdedores no ataque turco contra os curdos na síria – Parte III

 

Por Elijah J. Magnier: – tradução: btpsilveira

Na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos emergiram como os vencedores e se tornaram mais fortes que qualquer outro país do mundo. Os aliados – principalmente a União Soviética – venceram a guerra mas saíram dela muito fracos. Precisavam reconstruir seus países e suas economias, com os EUA exigindo enorme pagamento retrospectivo pelo seu apoio. Os Estados Unidos se tornaram uma superpotência com capacidade de guerra nuclear e poder de impor seu domínio. Países industriais foram reconstruídos no que a Alemanha chamou de Wirtschaftswunder e a França de les Trentes Glorieuses, os trinta anos de prosperidade posteriores ao final da guerra. Enquanto isso, os Estados Unidos impulsionaram sua prosperidade para espalhar sua hegemonia mundo afora. O poder dos EUA foi reforçado com o início da Perestroika e depois da queda da União Soviética. No novo milênio, o establishment dos Estados Unidos declarou a “Guerra ao Terrorismo” como justificativa para ocupar o Afeganistão e o Iraque, enquanto ao mesmo tempo tentava subjugar o Hezbollah no Líbano, mudar o regime na Líbia e tentar a destruição da Síria, tudo com o objetivo de reestruturar e formar um “Novo Oriente Médio”.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019


Ataque turco na Síria: quem perde e quem ganha?

Part II – Por Elijah J. Magnier – tradução: btpsilveira


Só depois de coordenar com os Estados Unidos a definição da linha vermelha da invasão, as forças turcas entraram no nordeste da Síria.  Além disso, Rússia e Estados Unidos bloquearam em conjunto uma resolução elaborada pela ONU para que a Turquia interrompesse o avanço de suas tropas. A Turquia se opôs a que os Estados Unidos armassem, treinassem e dessem um Estado independente para os curdos sírios e ao mesmo tempo continuassem a ter a Turquia como aliada. O presidente Donald Trump ficou sem opções, a não ser aceitar a posição imposta pela Turquia em relação aos separatistas curdos. Quanto a Rússia, esta considerou que seria mais fácil lidar com os turcos no nordeste da Síria que com as forças (norte)americanas e que valia a pena apoiar a operação do presidente turco, provocando assim a desilusão dos curdos com seus mentores dos EUA. Assim, quais os vencedores e quais os perdedores entre tais atores?

quarta-feira, 16 de outubro de 2019


O ataque dos turcos contra os curdos na Síria: ganhadores e perdedores

Parte I - artigo de Elijah J. Magnier – tradução: btpsilveira

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O presidente Donald Trump ordenou o início de uma “retirada deliberada” de suas tropas e o fim da ocupação do nordeste da Síria (NES). Isso veio acelerar uma corrida entre as forças turcas e sírias para controlar o NES.

A obra prima diplomática da Rússia na Síria: Todos vencem
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“Moscou e Damasco sempre foram contra qualquer forma de divisão ou presença estrangeira ilegal na Síria”
A diplomacia russa conseguiu manter contatos com todas as partes do conflito, apesar de sua posição contra a divisão e presença estrangeira ilegal. Conversações trilaterais entre Irã, Turquia e Rússia ocorreram em Astana por insistência russa. Putin logrou juntar o governo sírio e grupos oposicionistas em Sochi para discutir o futuro da Síria. Em Genebra, Moscou foi o mediador entre Damasco e a comunidade internacional, blindando a Síria contra as armadilhas diplomáticas dos Estados Unidos e demais inimigos do país.

sábado, 5 de janeiro de 2019


De 2018 a 2019 – pesquisa rápida de algumas tendências

The Saker trad: btpsilveira

(análise escrita originalmente para o site Unz Review)
O ano de 2018 entrará para a história como o de uma reviravolta na evolução do ambiente geoestratégico de nosso planeta. Existiram várias razões para isso e não conseguirei enumerá-las todas. Mas colocarei aqui algumas que considero as mais importantes: