sexta-feira, 13 de maio de 2016

A iminente Explosão dos Balcãs

Resultado de imagem para Gordon Duffpor Gordon Duff ●●●●● tradução de btpsilveira

Por séculos, os Balcãs têm sido um barril de pólvora. Foi uma cascata de eventos ocasionais iniciados nos Balcãs que lançaram o mundo, em Agosto de 1914, em uma guerra que, pensava-se, deveria ser o mais devastadora possível.

A Guerra foi o resultado de alianças confusas, Alemanha e Turquia em particular, contra a Rússia e a Sérvia. A história está se repetindo, enquanto história, como uma grande tragédia, pois aqueles que se esquecem das lições da história estão neste momento forçando para abrir a Caixa de Pandora.


Semanas atrás, Turquia, Ucrânia, Bulgária e Romênia assinaram um acordo militar conjunto para “treinamento e prontidão”. Ninguém percebeu. A Ucrânia está gastando 17 bilhões de dólares de um empréstimo contraído junto ao FMI em armas, comprando tudo o que pode, funcione ou não, desde que subornos e pagamentos aconteçam nas entregas realizadas no porto de Odessa que está ficando cada vez mais sobrecarregado. Mais uma vez, ninguém parece ter notado.

Os “Lobos Cinzentos” turcos e terroristas tártaros estão promovendo rapidamente operações de infiltração na Crimeia enquanto o Estado Islâmico e a Al Qaeda, não apenas células, mas unidades que combatem juntas estão se preparando através da Ucrânia, para o que muitos já preveem como uma guerra iminente no local. Pois isto também não está sendo percebido por ninguém.

Ninguém percebe quando unidades do Estado Islâmico juntam-se ao conflito de Nagorno-Karabakt por conta de Israel, Turquia e Arábia Saudita.

Então, na Páscoa Ortodoxa, igrejas queimam em Nova Iorque, Austrália e outros locais, e nos dizem que os incêndios foram provocados diretamente pela inteligência turca. Nada foi noticiado.

De repente, uma Guerra de desestabilização acontece na Macedônia, uma guerra aberta da Turquia contra o cristianismo nos Balcãs.

Então, mais uma vez, há outra aliança que não é reportada, entre Turquia e Albânia, uma aliança que inclui Kosovo, Estado Islâmico, Al Nusra (filiada da Al Qaeda – NT) e o dinheiro saudita.

Resultado de imagem para GlobalizaçãoVocê sabe, o que está ocorrendo é que os “cérebros” do globalismo estão muito ocupados maquinando suas maldades. Derrubar governos se tornou praticamente um vício, revoluções coloridas espalham “liberdade”, não importa quantos desastres similares ao Iraque, Afeganistão, Síria ou Líbia acontecerão, ou no que pode ocorrer semana que vem no Egito, não importa o sofrimento e destruição, nada importa. Quem “pode” sempre “faz”.

“Eles” não parecem preocupados em perguntar, nem se importam, nem podem ser identificados, a não ser pela divulgação ocasional de nomes como “Soros”.

Mas não há dúvidas que “eles” existem, e “eles” têm a intenção de desestabilizar a Europa através de guerra econômica, ondas de refugiados e a extrema imbecilidade do monstro burocrático europeu. Há tempos que as rodas estão girando nessa direção.

Como a memória coletiva anda curta hoje em dia, nós podemos fazer lembrar aos leitores que a crise dos refugiados aconteceu na sequência de cinco anos de manipulação econômica que arruinou as economias da Espanha e da Grécia, ruína que serviu como “ponto de partida” para o fluxo de refugiados.

O escritor Dr. Preston James oferece sua própria hipótese para o que está acontecendo, talvez de forma meio forçada, talvez não.

Abaixo, descrição de um plano de globalização, como o vejo, que importa em introduzir muitos imigrantes na Europa, na intenção de que surja um novo fascismo estatal PanEuropeu.

● Destruir fronteiras, linguagens e culturas.

● Sobrecarregar o sistema (no estilo de Cloward e Piven) – [estratégia pensada em 1966 por Richard Cloward e Francis Fox Piven e que constituia em sobrecarregar o sistema de bem estar público nos EUA, gerando uma crise que implodiria o sistema, permitindo, teoricamente, que pudesse ser substituído por uma forma de “renda anual garantida”, eliminando por consequência a pobreza – NT]

● Introduzir junto com os imigrantes, mercenários e criminosos radicais que podem ao mesmo tempo rezar e cometer crimes terríveis, algo que tem tido muito sucesso atualmente.

● Usar políticos comprados para dar declarações públicas que façam crescer as expectativas dos imigrantes de receber subsídios dos governos. Claro que se rebelarão à menor falha. Os imigrantes devem ter a sensação que tudo lhes será oferecido gratuitamente (faz ou não faz lembrar Angela Merkel? – NT).

● Usar toda desordem civil ou agitação como desculpa para erguer um grande estado fascista interno, que é o que muitos nativos dos países deverão apoiar, na tentativa de expulsar os novos usurpadores do país para seu lugar de origem. Como resultado, haverá uma escalada de violência na medida em que os imigrantes se sentirem oprimidos.

● Com a escalada da violência, os nativos exigirão que a ordem seja reestabelecida a qualquer custo, mesmo o de apoiar um Estado Policial Nazista, semelhante ao que existe nos Estados Unidos desde os acontecimentos de 9/11.

O exercício do poder global tem sido executado pelos Estados Unidos desde o final da Segunda Guerra Mundial através de fantoches, primeiro através do que era entendido na época como uma luta contra o avanço do comunismo pelo mundo. Com a queda do comunismo e a dissolução da União Soviética em, 1991, temos que nos perguntar se essa visão da política mundial era adequada ou servia a outros propósitos, talvez econômicos ou estava a serviço de algo mais primitivo e sinistro que a dialética “liberdade versus comunismo”?

Como exemplo, podemos tomar o pequeno período de livre comércio e desmilitarização relativa durante a era Clinton à luz de seu contexto histórico. Hoje podemos perceber que não passou de um “tique” anedótico.

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Mesmo tendo estado sempre claro que não havia qualquer “ameaça vermelha”, nenhum “eixo do mal”, como o Presidente Reagan carimbou tão desastradamente décadas atrás, a corrida para as superarmas, as maquinações de Império contra Império continuam, apesar da dura verdade de que a ideia de Impérios que se opõem simplesmente não existe. Não há programa nuclear iraniano para controlar, o Estado Islâmico não é um fenômeno totalmente islâmico, os acontecimentos de 9/11 não foram perpetrados por terroristas e a Rússia e a China não estão se unindo para ameaçar a quem quer que seja.

O que existe mesmo é a tentativa de manipulação dos acontecimentos por personagens que são claramente inadequados para esses jogos políticos, como a Turquia, Arábia Saudita e Israel, acompanhados ou não por atores secundários do Golfo Pérsico. Com o perdão da má palavra, quem apoia esses personagens são “líderes” políticos da Europa, como Cameron (eventualmente), Hollande e Merkel (sempre), mas quando tentam trabalhar em conjunto parecem ridiculamente incapazes de dominação mundial, ou pelo menos é o que aparenta, caso aplicarmos nosso conhecimento do que sabemos ou sabíamos, ou o que pensamos ou pensávamos sobre a natureza do exercício do poder.

Mudaram as regras?

A nova “arma nuclear” parece ser o ente humano maleável, os crentes religiosos, os refugiados desprovidos de esperança, o europeu medroso, uma centena de milhões de jovens muçulmanos que jamais poderão esperar ter uma vida com um emprego digno do nome ou uma família, um exército mercenário “baratinho” e sem imaginação.

O novo globalista hoje é mais um cientista social ou um matemático da Teoria do Caos que um político e um general?

Gordon Duff é Marine veterano da guerra do Vietnã e tem trabalhado com veteranos e questões de prisioneiros de guerra por décadas. É editor e presidente da Instituição Veterans Today. 

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