Política Externa de Washington: assassinato
Washington
tem uma história longa de massacres a populações, como por exemplo os índios da
planície, exterminados pelos criminosos de guerra Sherman e Sheridan, ou a
bomba atômica lançada contra a população civil indefesa no Japão, mas agora
Washington progrediu: em vez de massacres temporários, passou ao regime de
massacre todo o tempo. Do regime de Clinton para frente, o massacre de civis se
tornou uma característica que define o modo de agir dos Estados Unidos da
América.
Washington
é responsável pela destruição da Iugoslávia, da Sérvia, Afeganistão, Iraque,
Líbia, Somália e parte da Síria. Possibilitou e apoiou o ataque da Arábia
Saudita contra o Iêmen, o ataque dos neonazistas ucranianos contra as antigas
províncias russas e a destruição por Israel da Palestina e da população
palestina.

A fúria
assassina do Estado (norte)Americano através do Oriente Médio e do Norte da
África foi propiciada pelos europeus que providenciaram cobertura militar e
diplomática para os crimes de Washington. Hoje, os europeus estão sofrendo as
consequências ao enfrentar um fluxo de milhões de refugiados que fogem das
guerras de Washington. As mulheres alemãs que foram estupradas pelos refugiados
podem culpar sua própria chanceler Angela Merkel, mero joguete político do
Washington, ao possibilitar a carnificina que fez os refugiados fugirem para a
Europa.
Mattea
Kramer sublinha que Washington acrescentou a seus crimes o assassinato em massa
através de ataques com drones e bombardeios por mísseis de casamentos,
funerais, jogos de futebol de crianças, hospitais e residências. Nada pode
ilustrar melhor da total ausência de integridade e de consciência moral dos
Estados Unidos da América e de seu povo, que a tolerância quanto ao desprezo
arrogante de denominar os milhares de inocentes mortos como “danos colaterais”.
Se existe
ou existiu qualquer protesto dos capachos europeus, australianos, canadenses e
japoneses, foi tão débil que Washington sequer ouviu.
O uso por
Washington de invasões, bombardeios e assassinatos por drones como principais
armas contra terroristas é irracional. Mostra um governo totalmente desprovido
de inteligência, focado apenas em matar. Mesmo um idiota entenderia que a
violência só cria mais terroristas. Washington não tem sequer a inteligência
dos idiotas.
O Estado
(norte)Americano agora submete os cidadãos dos Estados Unidos a cumprimento de penas
sem que haja o devido processo legal, apesar das expressas proibições dessa
forma de agir pela constituição dos EUA. O modo fora da lei de agir que
Washington comete contra estrangeiros agora está sendo empregado contra sua
própria população.
A única
conclusão possível é a de que sob Clinton, George W. Bush e Obama, o governo
dos Estados Unidos está se tornando uma organização criminosa e impune que se
tornou um perigo não só para o mundo como um todo, como para seus próprios cidadãos.
Publicado
originalmente em: http://www.paulcraigroberts.org/2016/03/04/murder-is-washingtons-foreign-policy-paul-craig-roberts/
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