quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Uma Junta Militar governa os Estados Unidos

 

Apontamentos sobre a Junta, um corredor de passagem desnecessário, e as manobras russas...


texto por Moon of Alabama, tradução de btpsilveira

Agosto de 2017 – "Information Clearing House" – Conforme uma teoria política dos anos 50, a estrutura do poder na sociedade dos Estados Unidos é construída principalmente em cima de três grupos de elite: pessoas com altas patentes militares, os executivos das grandes corporações e a direção geral da política. (Como “direção geral da política”, entenda-se a burocracia, assim como a CIA e seus capachos dentro do Congresso).


Percebi, no dia da eleição, que apenas os militares apoiavam o Presidente que não era Hillary. O canto do triângulo onde estavam as corporações e seus executivos pressionava por Hillary e continuou a pressionar mesmo depois de Trump ser eleito. (O tal “conluio com a Rússia” morreu de morte súbita apenas recentemente). Escrevi:

Além dos três generais no gabinete de Trump, os militares exigirão também a parte do leão.

Não deu outra. Neste instante, uma Junta Militar governa os Estados Unidos
Paralelamente, dentro da Casa Branca, os generais tutoram as interações do presidente o tempo todo, sussurrando no seu ouvido – e os sussurros, como a decisão desta semana de expandir as operações militares no Afeganistão, viram a política oficial.

No coração dos círculos à volta de Trump, instalou-se um trio de generais calejados, com experiência no comando dos campos de batalha: O chefe do Estado Maior na Casa Branca, John F. Kelly, o Secretário da Defesa Jim Mattis e o assessor para a Segurança Nacional H. R. McMaster. Estes três homens cultivaram cuidadosamente suas relações pessoais com o presidente e ganharam a sua confiança.

Kelly, Mattis e McMaster não são as únicas personagens do mundo militar servindo nos mais altos níveis da administração Trump. O diretor da CIA, Mike Pompeo, o Procurador Geral Jeff Sessions, o Secretário de Energia Rick Perry e o Secretário do Interior Ryan Zinke, todos serviram em diversos setores do exército, além disso Trump recentemente aproveitou o antigo general do exército Mark S. Inch para liderar o Gabinete Federal Penitenciário. [...] o Conselho Nacional para a Segurança [...] também tem dois outros generais entre seus próceres.

Com a expulsão do “renegado Flynn” e vários outros conselheiros de Trump, a Junta já conseguiu remover as vozes independentes da Casa Branca. Agora, está acrescentando alguns cordões à sua “marionete vendedora”.

O novo sistema, estabelecido em dois memorandos escritos em coautoria por (general) Kelly e Porter, distribuídos a seguir entre os membros do gabinete e funcionários da Casa Branca, destina-se a garantir que o presidente não botará os olhos em quaisquer documentos de política externa, memorandos de política doméstica, relatórios de agências de inteligência e até mesmo artigos da imprensa que não tenham sido examinados previamente.

Trump tem uma fraqueza por militares desde a época em que frequentava uma academia militar em Nova Iorque em sua juventude.

Mas acontece que ele não gosta de ser controlado. Tenho a expectativa de que um dia ele se revolte. Será quando descobrirá que é muito tarde e que ele na realidade é um impotente.

---
A propaganda sionista está reclamando que o Irã está dominando a Síria e que sua única preocupação seria criar um corredor de passagem entre o Irã e o Líbano. Agora a AP está noticiando esse mito como se fosse fato. O argumento que os redatores da AP elaboram é ilógico e falso:

A rota terrestre seria um grande prêmio para o Irã, pelo seu envolvimento na guerra da Síria, que já dura seis anos [...] facilitaria o movimento dos militantes apoiados pelo Irã entre o Irã, Iraque, Síria e Líbano, bem como o fluxo de armas para Damasco e o Hezbollah libanês, principal grupo apoiado pelo Irã.

A rota terrestre poderia facilitar algo que, de acordo com outras “reportagens” da AP, já foi alcançado sem ela:

A tal rota já está sendo elaborada por uma mistura de forças que incluem aliados do Irã, aqueles a quem o Irã apoia, forças do Hezbollah e tropas do presidente sírio Bashar Al Assad, além de milícias xiitas de ambos os lados da fronteira, cujo objetivo e estabelecer uma ligação forte. O Irã tem também suas forças da Guarda Revolucionária envolvidas diretamente na campanha em solo sírio.

Então, aparentemente o Irã precisa de uma passagem terrestre para movimentar tropas e armamento para a Síria e o Líbano. Para abrir essa tal passagem terrestre está movimentando tropas e armamento para a Síria e o Líbano. Há alguma coisa nessa argumentação que não convence...

---
As costumeiras propagandas estridentes da OTAN estão regurgitando medo de futuras manobras russas:

A Rússia estaria se preparando para montar o que pode ser um dos maiores exercícios militares desde a Guerra Fria, uma demonstração de poder que deve ser observada atentamente pela OTAN, contra um quadro de tensões crescentes entre ocidente e oriente.

Oficiais e "analistas ocidentais" calculam que cerca de 100.000 tropas militares e de apoio logístico podem participar do exercício Zapad (oeste) 17, que acontecerá no próximo mês em Belarus, Kaliningrado e na própria Rússia.

Segue-se muita especulação e besteiras à vontade. Na realidade o Zapad é formado por uma série de pequenas manobras que acontecem no decorrer de seis meses. Incluem polícia local e agências de defesa, que fazem os números parecerem enormes. O número de soldados no núcleo do exercício deve somar cerca de uma divisão, ou 13.000 a 15.000 tropas. Nada, absolutamente nada é inédito com esta manobra, mas a propaganda da OTAN tenta fazer parecer que uma iminente invasão russa está para desabar sobre a Europa ocidental.




Nenhum comentário:

Postar um comentário