segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Síria, "atoleiro" para a Rússia? Nada disso!
É um plano. E muito bem concebido 


Resultado de imagem para Moon of Alabama28/12/2015, Moon of Alabama
TRADUÇÃO: Vila Vudu

Algumas manchetes recentes, da "Washington Oficial":


Tudo nessas manchetes são sandices, nonsense e propaganda. Manifestavam o autoengano típico doestablishment de Washington. A verdade é que militares e governo russos sabiam exatamente o que estavam fazendo. 

Passados cerca de 100 dias do início do apoio militar dos russos ao governo legítimo da Síria, os resultados começam a aparecer. E vêm com muito boa cara. O Estado Islâmico [que nunca foi nem estado nem islâmico] já perdeu a maior parte da renda que extraía do petróleo que roubava de sírios e iraquianos, e está com suas capacidades muito reduzidas. O exército sírio e aliados estão avançando contra vários inimigos e em várias frentes. E os custos da expedição russa é relativamente baixo.

Agora, essa realidades começa a se impor, contra tantos jornalismos e 'especialistas' e autoridades norte-americanas.
  • U.S. sees bearable costs, key goals met for Rússia in Syria so far [EUA veem custos aceitáveis e objetivos chaves alcançados pela Rússia na Síria até agora] – 28/Dez.

  • Três meses depois de iniciada sua intervenção militar na Síria, o presidente russo Vladimir Putin já alcançou seu principal objetivo, de estabilizar o governo de Assad e, com custos relativamente baixos, pode sustentar operações militares desse nível por muitos anos, dizem autoridades e analistas militares norte-americanos. 

  • ...

    "Acho que é indiscutível que o regime de Assad, com apoio militar dos russos, está hoje em posição mais segura do que antes" – disse alta autoridade do governo Obama, que pediu para não ser identificado. Cinco outras autoridades entrevistadas pela [agência] Reuters concordaram com a visão de que a missão russa foi até aqui muito bem-sucedida e enfrenta custos relativamente baixos. 

  • As autoridades norte-americanas consultadas destacaram que Putin pode vir a enfrentar sérios problemas, se estender seu envolvimento na guerra civil que já dura mais de quatro anos.

  • A campanha começou dia 30 de setembro, e a Rússia sofreu número mínimo de baixas e, apesar dos inimigos fiscais internos, está cobrindo facilmente os custos da operação, que analistas estimam em $1-2 bilhões ao ano. A guerra está sendo financiada com o orçamento anual regular da Defesa da Rússia, de cerca de $54 bilhões – disse um funcionário da inteligência dos EUA.

Com a ajuda dos russos, o tempo passou a correr a favor da posição do governo da Síria. Quanto mais demorar para que se alcance um estado final negociado com os vários grupos que recebem dinheiro e armas não declarados do exterior, menor poder em campo e menos peso terão esses grupos e respectivos patrocinadores no resultado final. O 'Estado Islâmico' e vários outros grupos salafistas como Ahrar al Sham encolherão, até voltarem ao estado anterior de forças terroristas subterrâneas. Terão meios para fazer ataques randômicos, mas não poderão ocupar nem um palmo de território. Infelizmente, incidentes como o triplo suicídio-bomba de hoje em Homs, que matou cerca de 50 civis, ainda continuarão a ocorrer durante algum tempo. 

O maior desafio será derrotar a al-Qaeda na Síria, conhecida como "Frente al-Nusra" [Jabhat al-Nusra]. Esse grupo deitou raízes no território e na população locais, e será o mais difícil de erradicar. Terá de ser isolado dos patrocinadores e ter cortados todos os tipos de suprimentos, antes de ser derrotado. É indispensável que a inteligência local infiltre-se no grupo, para poder caçar os líderes.

A Rússia ainda não deslocou para a Síria o seu máximo poder de ataque. Está à espera de que a inteligência possa oferecer quadro mais completo, para começar a caçar unidades menores da oposição terrorista. É processo que pode exigir mais alguns meses. A maior ofensiva do governo sírio contra seus inimigos na província e cidade de Idleb ainda está também em preparação. A menos que haja algum evento externo não previsto, aquela ofensiva será o maior movimento ao longo dos próximos seis meses.

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