sábado, 13 de fevereiro de 2016

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Os (norte)americanos são cuca fresca demais para sobreviver?

por Paul Craig Roberts
tradução: btpsilveira

Fevereiro de 2016 "Information Clearing House" – quando alguém olha em volta para o estado deplorável do mundo, não pode deixar de se interrogar sobre a cuca fresca do povo (norte)americano. O que são eles, afinal? Eles existem mesmo ou não passam de um mito? Foram colocados para dormir por um demônio malicioso? Estão tão perdidos na própria Matrix que não conseguem mais sair?


O governo dos Estados Unidos parece um criminoso, agindo consistentemente contra as próprias leis e as leis internacionais, desrespeitando a soberania de outros países e a Constituição dos Estados Unidos. Nunca houve governos tão desgraçadamente criminosos. Mesmo assim, ao (norte)americanos continuam subservientes a esses criminosos, que colocaram no poder por sua própria vontade.

Resultado de imagem para Hillary and bernieDe acordo com as pesquisas, Hillary Clinton e o Senador Bernie Sanders dividem a intenção de voto dos eleitores democratas numa proporção de 50/50. Isso é simplesmente extraordinário. Acontece que Hillary Clinton representa os interesses de Wall Street e dos mega bancos, do Lobby israelense e do complexo exército/segurança. Estes interesses estão na contramão dos interesses do povo (norte)americano.

Thomas Frank, em seu livro Que diabos está errado com o Kansas? (What’s the Matter with Kansas?) levanta a questão. Por que os (norte)Americanos votam contra seus próprios interesses? Por que se dirigem para a cabine de votação e votam contra si mesmos?

Concorde você ou não com a resposta de Thomas Frank, os (norte)Americanos, regularmente, prejudicam a si mesmos ao votar em pessoas que são agentes de grupos com interesses diametralmente opostos aos interesses do povo dos Estados Unidos.

Como é possível que, sendo o eleitor democrata pessoa bem informada, que metade deles prefira Hillary Clinton? Entre fevereiro de 2001 e maio de 2015, Bill e Hillary Clinton coletaram $153 milhões de dólares com palestras. Deu uma média de $210.795 por palestra.

Lembro que quando Bill e Hillary Clinton estavam no exercício do poder, suas palestras eram gratuitas mas não despertavam o interesse de ninguém. Ninguém queria ouvi-los. Está na cara que Bill está sendo pago pelos serviços já prestados aos grupos mais poderosos que controlam os Estados Unidos e que Hillary está sendo paga pelos futuros serviços que prestará aos mesmos grupos.

Então, como é possível que os democratas ainda prefiram a Hillary? Será porque ela é mulher e as mulheres querem uma mulher na presidência, mais do que querem suas liberdades civis, paz, empregos para si mesmas e seus esposos e seus filhos?

Ou é por que, dada a prostituição da mídia comprada (“presstitute” no original – NT) o povo não consegue mais enxergar um palmo à frente do nariz?

Resultado de imagem para Hillary devilCaso você seja eleitor de Hillary, estará votando em alguém que recebeu a quantia de $153 milhões de dólares de grupos de interesses poderosos que não dão a mínima para os seus interesses. Além do mais, Hillary teve seus fundos de campanha doados por esses mesmos grupos de interesse para sustentar sua campanha presidencial. Se não está ruim o suficiente saiba que Hugh Wharton escreveu que o Comitê Nacional do Partido Democrata está mancomunado com Hillary para roubar, se necessário for, a indicação de Sanders pelos eleitores. 

Contrastando com isso, os tais grupos de interesse que governam de fato os Estados Unidos não estão contribuindo para a campanha de Sanders.

Consequentemente, a escolha por Sanders é óbvia, mas 50% dos eleitores do Partido Democrata são tão estúpidos que não veem.

Embora Hillary seja uma enorme ameaça para os Estados Unidos, a ameaça de uma guerra nuclear é ainda maior, e o regime democrático de Obama entregue nas mãos dos neoconservadores vai ampliar ainda mais a ameaça de uma guerra nuclear.

O governo dos Estados Unidos, ou melhor dizendo, aqueles que exploram e ludibriam o povo (norte)americano, acabou de anunciar um aumento em três vezes na sua presença militar nas fronteiras da Rússia. A desculpa esfarrapada para esse aumento brutal do poderio do complexo exército/segurança dos EUA é a “Agressão russa”.

Mas como não há qualquer agressão, então Washington e sua imprensa ocidental prostituída e servil inventam uma. A seguir, proclamam aos quatro ventos a mentira.

Resultado de imagem para The russian threat“A Rússia invadiu a Ucrânia”, proclama a propaganda enganosa, sem qualquer menção ao fato de que foi o golpe organizado e financiado por Washington que derrubou um governo eleito e começou uma guerra de fato contra os povos falantes de russo nas províncias ao leste e sul do país, províncias estas que foram adicionadas à República Soviética da Ucrânia pelos líderes soviéticos da URSS. Na mídia prostituída, não há menção da intenção dos Estados Unidos de arrebatar da Rússia seu único porto de águas quentes, localizado na Crimeia, no Mar Negro. 

Tendo criado uma inexistente invasão russa para disfarçar e substituir o golpe de estado real dos Estados Unidos na Ucrânia na mente dos (norte)americanos doutrinados por lavagem cerebral, Washington agora afirma que a Rússia está a ponto de invadir os Países Bálticos e a Polônia. Nada pode estar mais longe da verdade, mas a mentira criada e alimentada pelo regime de Obama agora determina que por causa disso, as forças dos EUA nas fronteiras russas devem ser multiplicadas por três.

A escalada crescente da ameaça da OTAN/EUA contras as fronteiras da Rússia leva obrigatoriamente a uma resposta. Considerando que os governos russofóbicos na Polônia e nos Países Bálticos são instáveis, acumular ali equipamentos militares traz o risco considerável de um erro de cálculo.

Há um limite no nível de ameaça que pode ser tolerado pelo governo da Rússia. Obama, o impotente, está sob controle absoluto dos neoconservadores e do complexo Exército/Segurança. Os neoconservadores são motivados pela sua ideologia de Hegemonia Mundial total dos Estados Unidos da América. O complexo Exército/Segurança é motivado por poder e lucro. Tais motivações levaram os EUA e seus vassalos à beira de uma guerra contra a existência de uma Rússia (e China) soberana.

Dentro dos órgãos da política externa (norte)americana não há peso suficiente para conter a marcha neoconservadora para uma Guerra contra a Rússia e a China. Os Estados Unidos não são páreo contra uma aliança estratégica Rússia/China em guerra convencional. Assim, a guerra tem que ser nuclear. O poder das atuais bombas de hidrogênio é imensamente maior que o poder das bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos no Japão, na Segunda Guerra Mundial. Guerra nuclear hoje significa o fim da vida na Terra.

Os (norte)Americanos já deveriam estar sabendo que nos EUA não há mais democracia, porque a capacidade dos neoconservadores de levar o país para uma guerra contra a China e a Rússia está fora de controle.

Os neocons controlam a imprensa e a imprensa enfiou na cabeça dos (norte)Americanos, a talhadeira, o retrato da Rússia como uma “ameaça existencial para os Estados Unidos”. Uma vez que essa ficção foi inserida no cérebro do povo, virou brincadeira de criança para os propagandistas criar um medo interminável que faz com que os contribuintes permitam que o governo os empobreça para encher de lucro o complexo Exército/Segurança através do relançamento de uma Guerra Fria e da corrida armamentista.

É exatamente o que está acontecendo nesse mesmo instante. A incapacidade dos (norte)americanos de entender que estão sendo levados como carneiros para um conflito que beneficiará apenas os lucros e o poder do complexo Exército/Segurança e a ideologia de uma punhado de grupos insanos demonstra à saciedade a impotência da democracia nos EUA.

As universidades e “think tanks” nos EUA estão cheios de pessoas ansiosas por prestígio e dinheiro através de subvenções, alimentando a histeria russofóbica. Por exemplo: no dia 09 de fevereiro o jornal Washington Post publicou um artigo de autoria de Michael Ignatieff, catedrático da cadeira em nome de Edward R. Murrow na Kennedy School da Universidade Harvard, e Leon Wieseltier, bolsista sênior da cadeira Isaiah Berlin da Instituição Brookings em Washington. O artigo não passa de uma deturpação completa dos fatos na Síria e clama por medidas a serem tomadas pelos Estados Unidos que inevitavelmente levariam a um conflito militar com a Rússia. Ao publicar o artigo, o Washington Post revela uma irresponsabilidade enorme, mas a decisão foi compatível com o caráter prostituído que vige atualmente naquele órgão de imprensa.

A linha propagandística mantida pelo governo (norte)americano, os neoconservadores, o complexo Exército/Segurança, os jornalistas da imprensa prostituída e escritores de ficção como Ignatieff e Wieseltier afirma que a Rússia não está bombardeando os terroristas do Estado Islâmico que tentam derrubar o governo da Síria para colocar no lugar um estado jihadista que teria potencial para ameaçar o Oriente Médio, o Irã e a própria Rússia. A narrativa oficial é a de que os russos estariam na verdade bombardeando supostos “rebeldes” democráticos que estariam na luta para derrubar um “governo sírio brutal e ditatorial”. Assim, atribui-se ao governo sírio e à Rússia um conflito que na verdade foi iniciado pelos Estados Unidos, ao enviar para o país o Estado Islâmico na tentativa de derrubar o governo da Síria.

Ignatieff e Wieseltier disseram que os Estados Unidos estariam colocando em risco sua “autoridade moral” ao permitir que os russos bombardeiem e façam passar fome crianças e mulheres inocentes, como se os EUA tivessem qualquer resquício de autoridade moral depois de destruir sete países até agora apenas no século 21, produzindo milhões de mortos e deslocados, muitos dos quais estão inundando a Europa como refugiados das guerras de Washington.

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Michael Flynn
Michael Flynn, presidente da DIA (Defense Intelligence Agency), recentemente aposentado, disse que o regime de Obama tomou uma “decisão intencional” de apoiar o Estado Islâmico e usá-lo contra o governo de Assad na Síria. Que a violência na Síria se originou de uma conspiração entre os EUA e o EI é fato que foi ignorado por Ignatieff e Wieseltier. Em vez disso, eles preferem culpar a Rússia, apesar do fato de que apenas o apoio aéreo da Rússia para o Exército Sírio foi capaz de fazer recuar o Estado Islâmico.

Onde estavam escondidos Ignatieff e Wieseltier quando Washington e seus vassalos destruíram o Iraque, a Líbia, a Somália, o Afeganistão, o Iêmen, muito do Paquistão, derrubou o governo democraticamente eleito no Egito, derrubou o governo da Ucrânia e começou uma guerra contra a população russa, destinou dinheiro e armas em abundância para Israel poder roubar a Palestina dos palestinos? Onde estavam eles quando Clinton destruiu a Iugoslávia e a Sérvia? Onde estavam eles quando o Estado Islâmico assassinou sírios e comeu os fígados de suas vítimas?

Seria muito interessante saber quem financiou a cátedra em nome de Edward R. Murrow, bem como a bolsa em nome de Isaiah Berlin e como essas cadeiras vieram parar nas mãos de seus atuais ocupantes.

Reagan e Gorbatchev deram um fim na Guerra Fria. A administração de George H. W. Bush apoiou o fim da Guerra Fria e deu garantias para a Rússia. Mas Clinton atacou a Sérvia, um aliado russo, quebrando o acordo firmado e a garantia de que a OTAN não se expandiria em direção ao leste europeu e fronteiras russas. Quando os planos dos neoconservadores de invadir a Síria e atacar o Irã foram frustrados pela diplomacia russa, os neocons se voltaram em fúria contra a Rússia.

Em 1961, 55 anos atrás, o Presidente Eisenhower alertou o povo (norte)Americano da ameaça representada pelo complexo Exército/Segurança. Agora, o complexo está tão forte que se tornou capaz de desviar em massa o dinheiro pago pelos contribuintes para seus cofres enquanto o nível de vida do povo (norte)americano entrou em declínio acentuado.

Para continuar forte, o complexo Exército/Segurança precisa ter um inimigo. Quando terminou a Guerra Fria, foi criada a “ameaça muçulmana”. Tal “ameaça” foi agora sucedida pela “ameaça russa”, muito mais eficaz para manter a Europa na linha e assustar o povo com perspectivas de invasões e ataques nucleares que estão muito além da capacidade de ação dos jihadistas.

Uma América do Norte como superpotência requer inimigos muito mais perigosos que uns poucos jihadistas mal armados, então criou-se a “ameaça russa”. Para que a ameaça faça efeito em casa, a Rússia e seu presidente são constantemente demonizados. A inevitável conclusão é a de que o povo (norte)Americano, cuca fresca, está sendo preparado para a Guerra.

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2 comentários:

  1. Olá! Boa noite a todos... A histórica ¨Alienação¨ do povo estadunidense, foi lapidada pelo ¨Poder¨(acima do Governo Federal), durante as Revoluções Industriais, com a promessa de um ¨País das Oportunidades Eterna¨, onde todo mundo (estadunidenses) realmente prosperavam... Enquanto consumiam desenfreadamente o ¨Vosso Quinhão¨...
    Mas como apenas ¨O Criador¨ e ¨os números¨ são infinitos, seus recursos (próprios) minguaram... Saíram em busca por onde houvessem (honestamente de início; depois, "tomando-os a qualquer custo")... Essa Tirania provocou muitas e profundas inimizades mundo-afora, que no entanto, eram ferozmente suprimidas pela (atômica???) Força (Exército/Marinha/Aeronáutica)...
    O que nos trás a atualidade, onde o Governo desse País, Sabe, e a sua população começa a descobrir, que ultrapassaram todos os limites, e que já não podem parar nem voltarem...
    Talvez, e apenas talvez, essa ¨conveniente¨ alienação possa vir a ser apenas, fruto inexoravel, do que fôra outrora semeado...

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  2. Eduard Bernays, sobrinho de S. Freud, foi responsável pela inoculação do mito "EEUU, defensores da Democracia", em 1916/17, na maior campanha propagandística da História, que convenceu e açulou o povo dos EEUU a apoiar a entrada do seu país na I Guerra.
    Manipulação de massas é expediente ordinário a serviço do complexo militar/segurança, que já dura 100 anos, possibilitando, ao longo do séc. XX a "autoridade moral" dos EEUU de cometerem os inúmeros crimes que, "em nome da Democracia", foram perpetrados na AL, Ásia, África...
    O excepcionalismo dos EEUU é propagado a 100 anos pela imprensa e por Hollywood com tanta eficácia que gera adeptos mesmo entre cidadãos dos países escravizados, como é o caso da Brasil.
    Os EEUU se acostumaram e se viciaram em guerras e violência em terras alheias, ajudados pela geografia.
    100 anos de mentiras psicopáticas estão chegando ao fim, de um modo ou de outro.

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