sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Julian Assange: "Hillary Clinton e ISIS são sustentados pelo mesmo dinheiro, que não permitirá que Trump chegue ao poder". 


4/11/2016, Tyler DurdenZero Hedge
Tradução pelo coletivo VILA VUDU


Um dia depois que Julian Assange revelou oficialmentepela primeira vez, que a fonte dos e-mails hackeados de Podesta e do Comitê Nacional Democrata enviados a WikiLeaks não é a Rússia, nesse segundo excerto do programa "John Pilger Special", a ser transmitido por RTno sábado, Julian Assange acusa Hillary Clinton de mentir aos norte-americanos sobre o real objetivo do apoio que aliados dos EUA no Oriente Médio dão aos terroristas do Estado Islâmico (ing. ISIS).



Como já noticiamos, 
num e-mail de 17/8/2014 que WikiLeaks publicou no mês passado, Hillary Clinton, que até um ano antes fora secretária de Estado, ordena que John Podesta, então conselheiro de Barack Obama, "pressione" Qatar e Arábia Saudita, "que estão fornecendo apoio logístico e financeiro clandestino aos ISIS e a outros grupos sunitas radicais.”


"Para mim, é o e-mail mais significativo de toda a coleção" disse Assange, cujo website "sentinela" [ing. whistleblower, lit. "tocador de apito de alerta"] já divulgou, ao longo do ano passado, três grandes pacotes de e-mails relacionados à candidata Clinton. – "Todos os analistas sérios sabem e até o governo dos EUA já reconheceu, que há sauditas importantes apoiando e sustentando financeiramente o ISIS" – disse Assange a Pilger. – "Mas divulgou-se o mito de que seriam só alguns príncipes "bandidos", servindo-se do seu próprio dinheiro do petróleo para fazer o que bem entendessem; e que seriam ações que o governo saudita desaprovaria. Mas o que os e-mails informam claramente é que os governos da Arábia Saudita e do Qatar financiavam [provavelmente continuam a financiar] o ISIS.”


Como 
a rede RT já noticiou, Assange e Pilger, conversaram frente à frente durante 25 minutos, na Embaixada do Equador em Londres, onde Assange vive como refugiado desde 2012. Falaram também sobre o conflito de interesses entre os cargos oficiais da candidata Clinton, a organização 'sem finalidades de lucro' de seu marido, e sobre autoridades de governos do Oriente Médio cujas declarações repetidas de que teriam interesse em combater contra o terrorismo podem ter sido falsas.


John Pilger: Os sauditas, os qataris, os marroquinos, os bahrainis, especialmente sauditas e qataris, doaram essas quantidades astronômicas de dinheiro à Fundação Clinton, ao tempo em que Hillary Clinton era secretária de Estado e o Departamento de Estado aprovava vendas massivas de armas, especialmente para a Arábia Saudita.


Julian Assange: No período em que Hillary Clinton dirigia o Departamento de Estado. Os seus e-mails revelam longas e detalhadas discussões desses negócios – o maior negócio de armas em todo o mundo foi feito com a Arábia Saudita, que comprou mais de $80 bilhões de dólares. Durante o período em que Hillary Clinton esteve à frente do Departamento de Estado, o valor em dólares do total de exportações de armas norte-americanas duplicou.


JP: E esse conhecido grupo jihadista, chamado ISIL ou ISIS [em árabe Daech], é alimentado pela mesma gente que dá dinheiro também à Fundação Clinton?

JA: Sim.

A conversa na sequência toma o rumo da próxima eleição presidencial nos EUA. Pilger perguntou a Assange sobre as acusações cada vez mais frequentes, saídas do campo dos Clintons, e da mídia-empresa ocidental, segundo as quais WikiLeaks estaria tentando fazer as eleições penderam a favor de Donald Trump – talvez a serviço da Rússia. 

Mas outra vez, 
como já fizera semana passadaAssange novamente descartou a possibilidade de que Trump – que está empatado em primeiro lugar nas pesquisas com a candidata Clinton – venha a ser eleito. Mas não por causa das coisas que diz e faz e por os eleitores não o preferirem. 


“Minha análise" – diz Assange – é que não permitirão que Trump seja eleito. Por que digo isso? Porque Trump tem contra ele todo establishment, todos os vários campos doestablishmentNão há uma única área ou setor doestablishment a favor de Trump. Talvez só, no máximo, os evangélicos, se se pode dizer que sejam um establishment” – disse Assange. – "Bancos, inteligência, empresas fabricantes de armas, dinheiro de fora etc. todos esses apoiam Hillary Clinton. E a mídia-empresa comercial, claro. Os proprietários das empresas comerciais de mídia e, também, os próprios jornalistas seus empregados."


Assange tem razão. Mas também se dizia que esse mesmo dinheiro e mesmos establishments não permitiriam que o Brexit acontecesse.



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