terça-feira, 15 de novembro de 2016

Recadinho aos apoiadores de Hillary: Trump venceu, parem com a choradeira e cresçam.

Resultado de imagem para Raynard JacksonPor Raynard Jackson
tradução: btpsilveira
Há alguns anos, escrevi uma das mais difíceis colunas de minha vida. Nesta coluna em particular, tive que lidar publicamente com minha sexualidade, e no fim, finalmente confessei a todos que eu era heterossexual.

Estava cansado de viver nas sombras mas consegui de uma vez por todas a coragem necessária para colocar a cara fora da toca. Tinha ouvido de todos os meus amigos e de minha família sobre a admiração que tinham pela minha coragem. Muitos amigos e amigas célebres me ligaram e falaram que estavam orgulhosos de mim e que entendiam que finalmente eu tivera a ousadia de admitir publicamente que gosto mesmo é de mulher.


Neste instante, enfrento uma confissão quase tão difícil de fazer. Espero sinceramente que esta minha confissão não venha a prejudicar o afeto que vocês sempre sentiram ao pensar em mim.

Depois de ter votado em Donald Trump nas eleições presidenciais de 2016 e desta forma apoiado incondicionalmente o Partido Republicano, ao final entrei em acordo comigo mesmo quanto ao fato de que sou um racista. Sou xenófobo; odeio mulheres; detesto muçulmanos (sou islamófobo). Aliás, também devo odiar os Estados Unidos, porque sou um fascista.

Obviamente, porque me recusei a votar em Hillary, odeio negros e outras minorias, mesmo sendo eu mesmo um negro. Odeio todos os imigrantes e definitivamente quero mandar todas mulheres de volta para a Idade da Pedra, os velhos bons tempos quando elas simplesmente faziam o que a gente mandava.

Como é que descobri que estava bem no meio da “cesta de deploráveis” de Hillary? Bom. Foi porque estava, como sempre, assistindo TV a cabo e lendo jornais da imprensa corporativista. Também ouço sempre analistas da mídia negra liberal como Roland Martin, Van Jones, Angela Rye, o presidente da Liga Urbana Nacional Marc Morial e o presidente da NAACP Cornell Brooks.

Todos eles disseram que desde que votasse para Donald Trump como presidente, eu deveria ser todas estas coisas: racista, xenófobo, misógino e islamófobo. A classe política liberal também pontificava que, para que me livrasse de meus pecados, teria que confessar que Hillary só perdeu por causa dos raivosos e machistas Homens Brancos que votaram contra ela.

Ouvir desses liberais a choradeira e reclamação prova que eles ainda não entenderam porque sua candidata perdeu.

Um recadinho para vocês: o eleitor sempre tem razão.

Como analista político, estou estupefato ao ver que os apoiadores de Hillaryt Clinton estão na realidade culpando os eleitores pela sua derrota. Estão chamando os eleitores de estúpidos, raivosos, racistas, ignorantes, ou, nas palavras da própria Hillary, eles seriam “uma cesta de deploráveis”. Isso nunca é uma boa ideia.

Donald Trump recebeu 29% dos votos hispânicos e 8% dos votos de eleitores negros. Eles também são estúpidos e racistas?

Estudantes por todo o país afirmam que estão tão traumatizados pela eleição de Trump que algumas escolas como a Universidade de Yale concelou provas e providenciou psicólogos para consolar os estudantes. Não, não estou brincando. Isso aconteceu mesmo.

O que é mais incrível sobre a semana depois da eleição é a reação dos eleitores de Clinton. Não há nenhuma acusação de que a eleição não tenha sido justa. Eles simplesmente não gostaram do resultado e partiram para as ruas para marchar em protesto.

Nem mesmo a controversa eleição presidencial de 2000 entre o então presidente do Texas e o vice presidente Al Gore fez surgir tal nível de protesto. Não havia disputa sobre a justiça da eleição. Eles estavam na fase de recontagem de votos. Eventualmente, Gore aceitou o resultado e o país seguiu em frente.

Acontece hoje que muitas pessoas que protestaram na última semana simplesmente não gostaram do resultado da eleição. Recadinho para vocês, apoiadores de Clinton: Donald Trump ganhou. Então, deixa pra lá. Parem com a choradeira e cresçam!

Hillary e seus apoiadores parecem sentir que tinham uma espécie de direito ao gabinete presidencial. Eles pensavam que mereciam o gabinete, porque, afinal, ela é uma mulher que tem o sobrenome Clinton. Ela estava destinada à presidência durante todo o transcorrer de sua vida, e agora que estava tão perto, eles se recusam a aceitar o fato de que os (norte)americanos rejeitaram a candidata e sua mensagem.

Trump venceu com o tema de campanha “Torne os EUA grandes novamente”. A resposta liberal foi: “e quando os EUA foram grandes?”

Os Estados Unidos foram grandes quando o presidente Lincoln libertou os escravos. Os Estados Unidos foram grandes quando o presidente Johnson assinou a Lei dos Direitos Civis e a Lei do Direito ao Voto nos anos 60. Os Estados Unidos foram grandes quando elegeram o primeiro presidente negro em 2008.

Os Estados Unidos sempre serão sempre grandes quando os eleitores aceitarem a vontade de seus conterrâneos quando eles comparecem a eleições livres e justas. Você não precisa gostar da escolha dos eleitores, mas deve aceitar o resultado.


Raynard Jacksoné fundador da firma de consultoria industrial e política Raynard Jackson & Associados, baseada em Washington, DC


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