sábado, 17 de dezembro de 2016

Amargurados pela derrota, EUA e União Europeia querem demonizar ainda mais a Rússia.
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Finian Cunningham, traduzido por btpsilveira

Nesta semana, enquanto as forças da Rússia ajudam a liberação da cidade síria de Alepo de quatro anos de domínio terrorista, Washington e Europa intensificam as ameaças de guerra cibernética e agressão econômica combinadas com sanções. Não se trata de coincidência. É a amargurada resposta dos cúmplices derrotados.
Pura perversidade, não é? Em vez de se juntar às celebrações do povo sírio pela liberação de Alepo das mãos do terroristas; em vez de enviar ajuda humanitária massiva destinada às dezenas de milhares de civis libertados depois de quatro anos de sofrimento causado pelos terroristas; em vez de se congratular com a Rússia por seu papel decisivo na restauração da paz para a segunda maior cidade da Síria, os Estados Unidos e a Europa na realidade estão mais uma vez distorcendo a realidade das coisas e      querendo demonizar ainda mais a Rússia.

O comportamento doentio de Washington e seus sátrapas europeus são apenas um caso simples de desdenhar uvas verdes. Só isso. Uvas muito verdes…
Eles se mostraram espetacularmente errados em relação à Síria. A liberação total de Alepo expõe as mentiras incessantes dos governos ocidentais e sua imprensa, cúmplices na guerra da Síria. Nunca se tratou de uma revolução pela democracia. Foi sim, um esquema criminoso de mudança de regime, lançado em março de 2011, e que neste momento está sendo obrigado a encarar uma derrota ignominiosa.
O sangue de meio milhão de pessoas mortas e muitos mais aleijados pela Guerra estão agora manchando as mãos dos governantes (norte)americanos e europeus.
Não se trata de mera coincidência que Barak Obama tenha invocado nesta semana sua autoridade presidencial putativa para se valer das alegações dos serviços de inteligências dos EUA de que a Rússia teria hackeado as eleições presidenciais dos Estados Unidos som o objetivo de colocar Donald Trump na Casa Branca para acusar Putin. As apostas foram parar na estratosfera com as acusações da Casa Branca de que Putin pessoalmente teria sancionado a alegada invasão dos e-mails de Hillary Clinton. Agora, Obama está imprudentemente ameaçando que seu país poderá responder com uma guerra cibernética “onde e quando quisermos”.
Enquanto isso, os líderes da União Europeia decretaram nesta semana que as sanções econômicas e diplomáticas contra a Rússia deverão se estender por outros seis meses. A razão oficial para esta medida seria o conflito em curso na Ucrânia, mas é óbvio que os dramáticos acontecimentos na Síria são a motivação real por trás da decisão da União Europeia de continuar penalizando a Rússia.
Discursando na Cúpula Europeia, a chanceler da Alemanha Angela Merkel deplorou as supostas atrocidades cometidas na cidade de Alepo pelas forças sírias e seus aliados russos e iranianos. O presidente do Conselho Europeu Donald Tusk em seus lamentos, afirmou que a União Europeia “não está indiferente ao sofrimento dos civis em Alepo”.
Mas afinal de contas, onde estão as evidências, tanto das alegações de Obama quantos aos supostos ciberataques para subverter a eleição presidencial dos Estados Unidos ou das afirmações da União Europeia sobre as atrocidades cometidas por russos ou sírios em Alepo? Claramente não há qualquer evidência. Na sequência de suas assertivas esbaforidas, Washington também está ameaçando “retaliar”, e líderes europeus estão desatando mais sanções para prejudicar a Rússia. Isso não passa de uma política demente de agressão sem justificativas.
As coisas ficam ainda mais insanas quando se considera que membros atuais e antigos membros dos serviços de inteligência dos Estados Unidos não dão apoio às assertivas da Casa Branca sobre os supostos ciberataques. Na realidade, especialistas respeitados que são antigos membros da inteligência dos EUA estão argumentando com convicção que as acusações de Washington de invasões cibernéticas russas são completamente falsas. Além disso, duas pesquisas de opinião dos jornais Washington Times e Washington Post revelaram nesta semana que a maioria do povo (norte)americano não acredita que a Rússia tenha interferido nas eleições dos Estados Unidos.
Da mesma forma, as acusações amplificadas toda semana pela imprensa corporativa submissa da Europa e dos Estados Unidos sobre os “massacres” em Alepo, também não são baseados em evidência ou testemunhos quanto às dezenas de milhares de civis jorrando dos antigos enclaves terroristas. As acusações irresponsáveis são apenas rumores de propaganda enganosa lançados por apologistas dos terroristas para a imprensa ocidental reciclar. As histórias reais do horror vivido pelos civis em Alepo sob as garras dos assim chamados “rebeldes” apoiados pelo ocidente são perversamente ignoradas pela mídia ocidental. Também ignora as celebrações que tomam conta das ruas quando os civis são libertados das mãos dos terroristas pelos esforços combinados do exército sírio e seus aliados russos, libaneses e iranianos.
Agora que foi levantado o véu de mistério que encobria Alepo Oriental, onde estão os “rebeldes moderados”? Onde estão os assim chamados socorristas neutros conhecidos como “Capacetes Brancos”, que há algumas semanas foram indicados para receber o prêmio Nobel da Paz? Estão todos amontoados nos mesmos ônibus que estão evacuando terroristas jihadistas para a cidade de Idlib como parte do acordo de rendição. Em outras palavras, o ocidente se alinhou há longo tempo com os terroristas e agora os seus “terroristas por procuração” estão sendo mostrados aos olhos do mundo inteiro como o que são na realidade, terroristas, e mandados para fora de Alepo depois de quatro anos fazendo o setor oriental da cidade como refém.
Os civis libertados falam sobre um reino de terror, de como membros de suas famílias foram ameaçados de execução pelos terroristas apoiados pelo ocidente, caso qualquer deles tentasse escapar do cativeiro nos enclaves terroristas. O exército sírio descobriu e mostrou prédios onde ajuda humanitária, remédios e comida foram estocados pelos terroristas para chantagear a população civil. Nada disso foi divulgado pela mídia ocidental, claro. Em vez disso, preferiram embarcar em sangrentas e mentirosas fantasias sobre estar o exército sírio promovendo sumariamente execuções em massa e outras atrocidades contra mulheres e crianças. Histórias que já são consideradas mentirosas, mesmo porque não há qualquer fiapo de evidência que as prove minimamente.
A jornalista (que se diz importante) Christiane Amanpour, da CNN, nesta semana serviu como tribuna para um suposto médico, Hamza al-Khatib, que fez acusações sem fundamente de que crianças estariam sendo massacradas em abrigos subterrâneos pelas forças do exército sírio. Amanpour expressou todo o seu horror, como se tais alegações fossem um fato. O mesmo “fato” foi então reiterado pela embaixadora dos Estados Unidos para a ONU, Samantha Power. Acontece que Hamza al-Khatib sequer é médico, de acordo com registros da Universidade de Alepo, onde ele foi aluno.

O suposto “medico” doutor Hamza Al Khatib, num “tête-à-tête” com seus colegas jihadistas
Tradução da legenda acima da foto: O garoto propaganda da BBC e do Canal 4 Dr. Hamza al Khatib de Aleppo, visto aqui com seus colegas da al-Qaeda. Este é o suposto doutor que teria escrito para Obama. Gostaria de ver alguma prova documental que provasse que ele é mesmo médico. Talvez a BBC e o Canal 4 também gostassem.
1-Há um logo do “Wastakem”, grupo terrorista que surgiu juntamente com Nour al Din Zinki em 2014 e depois se separou quando Nour al Din Zinki degolou ao vivo o menino Abdulla Issa, de apenas 12 anos. O grupo Wastakem ainda continua a professar a ideologia da al-Qaeda.
2-Dica: parada para almoço durante a batalha para quebrar o cerca de Alepo, na direção de Ramouseh.
3-Há também um logo da Jaish al-Fatah. “Exército da Conquista”, liderado pelo xeque Al Muhaysini, aliado da Frente Nusra e Ahrar al Sham. Limpeza étnica e treinamento de crianças/bombas suicidas.

No passado, ele já foi fotografado na companhia de terroristas jihadistas que foram os responsáveis pela decapitação (mostrada em vídeo – NT) do menino refugiado palestino Abdullah Issa perto de Alepo. Fontes confiáveis são controversas quanto ao fato de que ele esteja mesmo residindo na Alepo oriental, como afirma. Acredita-se que ele esteja se escondendo na vizinha Turquia, de onde dá entrevistas para otários crédulos como Amanpour (no vídeo da entrevista é possível perceber um sorriso irônico dele quando Amanpour ingenuamente lhe pergunta como faz para permanecer seguro em Alepo).
As mentiras e narrativas falsas do ocidente estão sendo reduzidas a pedaços nesta semana. Lacaios ocidentais hipócritas de Washington e da Europa estão expondo sua irresponsabilidade por alimentar a guerra na Síria e acobertar gangs terroristas como sendo supostamente “rebeldes moderados”.
Governos ocidentais, diplomatas da ONU e organizações de imprensa, estão tendo sua cumplicidade com uma conspiração terrorista financiada por países ocidentais contra a nação síria finalmente exposta.
A Rússia desempenhou um papel vital e heroico, salvando a Síria de uma casa dos horrores imposta pelo mundo ocidental.
Assim, com o gosto amargo da derrota na boca após a batalha de Alepo, Washington e a Europa estão lançando ao rosto do mundo sua irracionalidade para demonizar sempre e sempre a Rússia. Ameaças de guerra cibernética e agressão econômica são as respostas do ocidente para essa derrota amarga.


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