terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Do Urso Putin ao galináceo Obama:

Resultado de imagem para Obama, PutinInstigar guerras e demonizar rivais


Por Finian Cunningham, traduzido por btpsilveira

02 de janeiro de 2017 "Information Clearing House" - "Sputnik" – O contraste de personalidade entre Putin e Obama foi ilustrado pela última discussão diplomática devido ao suposto hackeamento russo das eleições nos EUA. Não é a primeira vez que esse contraste é demonstrado claramente. A tentação de retaliar na mesma medida as sanções disparadas por Washington deve ter sido enorme em Moscou. Mas no final, o líder russo provavelmente mostrou que a melhor resposta seria simplesmente ignorar a estupidez grosseira de Obama.


Com as fanfarras histriônicas e artificiais de costume, a Casa Branca anunciou que estava expulsando 35 diplomatas russos, aos quais acusou de “espionagem” e de supostamente terem hackeado as eleições presidenciais de novembro passado. No início, Moscou parecia disposta a responder na mesma medida e mandar para casa um número equivalente de funcionários dos Estados Unidos. No entanto o presidente Putin fez um contra ataque surpreendente. Disse que seu governo não tomaria medidas retaliatórias. Na realidade, ofereceu votos de boas festas ao presidente Obama, sua família e ao povo dos Estados Unidos, bem como repetiu os convites para que as crianças dos diplomatas americanos na Rússia fossem recebidas nas festividades de final de ano no Kremlin. 

Foi um movimento simplesmente brilhante da parte de Putin, que mesmo os inimigos figadais de Putin nos Estados Unidos, como o senador John McCain, foram obrigados a admitir ter sido “inteligente”. Por um lado, a magnitude graciosa de Putin, face as provocações do (norte)americano Obama mostrou o líder russo como um grande estadista e ser humano; enquanto isso, Obama ficou parecendo um fantasma barato e patético. O atual presidente dos Estados Unidos está terminando sua carreira com a nota mais baixa possível, entre a sarjeta e o esgoto. Nesta época de boa vontade, o líder russo pareceu crescer com a ocasião com dignidade. Obama, por outro lado, ficou parecendo um idiotazinho espalhafatoso.

Mas há outra razão para que a resposta de Putin seja a correta. Os (norte)americanos inescrupulosos estão fazendo o seu melhor para antagonizar a Rússia com calúnias e profundos ataques pessoais contra o caráter de Putin. É uma exposição tão sórdida que é melhor deixá-la sufocar nas chamas da montanha de mentiras que erigiram.

Como já disse Putin, se Moscou “se rebaixar a este nível”, então estará dando aos (norte)americanos uma falsa e imerecida imagem de credibilidade. Isso não quer dizer que se deve sempre oferecer a outra face, por assim dizer. Às vezes, por uma questão de auto defesa, uma retaliação dura é necessária e justificada. No entanto, às vezes é melhor deixar o agressor falar besteiras à vontade, babar e imprecar até fazer espuma na boca. Torna-se então claro como água que o agressor não tem credibilidade nem decoro. A última campanha da mídia prostituta dos Estados Unidos para demonizar a Rússia por causa dos alegados ataques cibernéticos contra a eleição presidencial é transparentemente falsa. 

O establishment (norte)americano tanto entre políticos quanto na mídia, estão atirando contra o próprio pé, ao acumular mentiras em uma narrativa falsa contra a Rússia. Cedo ou tarde a narrativa vai implodir e ser exposta como uma propaganda enganosa estúpida sem qualquer base de verdade. Podemos tranquilamente ter certeza desse resultado porque não há qualquer evidência que corrobore as grandiosas acusações de um ataque cibernético russo. Obama apostou a suposta autoridade da Casa Branca para acusar Putin como tendo supervisionado pessoalmente o ataque cibernético russo.

Querendo a todo custo dar um verniz de veracidade nesses contos da carochinha, o jornal Washington Post saiu com uma história de final de semana afirmando que hackers russos agora estavam tentando desligar a rede elétrica dos Estados Unidos. Apesar das manchetes sensacionalistas, da gritaria e da arrogância, não há sequer um fiapo de evidência de qualquer interferência russa.

Como disse a este autor o analista político Randy Martin, estabelecido nos Estados Unidos: “Toda a narrativa oficial dos EUA contra a Rússia está inteiramente baseada em uma gama selvagem e insustentável de especulações e conjecturas. A imprensa corporativa dos Estados Unidos comprou essa história sem pé nem cabeça como se fosse uma boiada que estourou”. Martins, que escreve para o site crookedbough.com e é especialista em métodos para hackear computadores, disse que as alegações dos (norte)americanos não seriam aceitas em nenhum tribunal dada a falta total de provas. Ele usa a seguinte analogia para mostrar a futilidade da lógica dos EUA contra a Rússia: “é a mesma coisa que plantar uma arma nas imediações da Casa Branca para depois acusar a Rússia de estar pretendendo assassinar o presidente dos Estados Unidos. A premissa é ridícula”.

A Rússia tem repelido constante e firmemente as acusações de Washington como asininas. É este o motivo pelo qual Putin tem sido prudente em não escalar as sanções contra Washington. Os dirigentes (norte)americanos que enredar Putin em um confronto porque quando os golpes começam a acontecer mutuamente, a poeira resultante às vezes não permite perceber quem é o verdadeiro agressor. Além disso, a briga entre as partes pode fazer com que o agressor tenha algum tipo de credibilidade, quando na realidade desde o início essa credibilidade não existia.

As alegações de Washington contra a Rússia sobre interferência cibernética, bem como com outros assuntos geopolíticos, como uma suposta ameaça à segurança da Europa são totalmente infundadas. Ao tentar levar a Rússia a dar uma resposta raivosa, a tentativa é de dar alguma credibilidade às acusações sem fundamento e assim permitir uma demonização ainda mais acentuada. Quando essa “operação psicológica” – iniciada pela CIA e comprada pela Casa Branca e pela imprensa dos EUA – desmoronar abaixo de seu próprio peso morto, a credibilidade do establishment político (norte)americano estará irremediavelmente danificada e não haverá volta aos olhos de sua própria população e do mundo. O establishment político (norte)americano já está se defendendo do episódio das “notícias falsas – fake news” e das tentativas de  roubar a eleição de Donald Trump em favor de Hillary Clinton.

Trump está plenamente consciente  está tentando impingir a propaganda enganosa do “ataque de hackers russos” como uma ação e retaguarda para desacreditá-lo. Além disso, pode forçá-lo a tomar uma atitude belicosa contra a Rússia.

O presidente eleito, que se mudará para a Casa Branca em 20 de janeiro, congratulou-se com Putin pela sua “inteligência” em suspender as contra sanções em resposta à expulsão dos diplomatas russos por Obama na última semana. Trump também retribuiu os votos pelas festas de ano novo do presidente Putin. Há uma boa chance de que Trump realmente cumpra suas promessas de restaurar relações normais entre os Estados Unidos e a Rússia quando assumir o Gabinete Oval e de revogar todas as sanções que a administração Obama imprudentemente deslanchou contra a Rússia desde a crise ucraniana em 2014. 

Se Putin tivesse retrucado na mesma moeda as atitudes imbecis de Obama e procedesse a expulsão de diplomatas (norte)americanos, as sequência e a dinâmica dos acontecimentos a seguir poderia levar a duras recriminações entre Washington e Moscou que mesmo um novo e mais aberta presidência sob Trump talvez não fosse capaz de reparar. Não há qualquer dúvida que isso estava nos planos de Obama quando concordou com o truque sujo inspirado pela CIA.

Um ponto importante que deve ser levado em consideração aqui é que a realização dos desejos dos EUA nas suas relações internacionais dependem de demonizar constantemente seus rivais e instigar guerras. O confronto com a Rússia ilustra bem como o poder (norte)americano realmente trabalha. Ele necessita criar inimigos para dar às suas depredações de países inteiros uma cobertura moral e política.


Washington e seus lacaios submissos na Europa e sua imprensa chapa branca subserviente apontaram Putin e a Rússia como “inimigos”. No entanto, a discrição de Putin teve um valor mais alto nessa ocasião, ao se recusar a aceitar o jogo que lhe caberia. A posição estóica do estadista Putin fala por si mesma. Já não acontece da mesma forma com as besteiras estúpidas de Washington e seus fantoches europeus. O dia de seu julgamento no tribunal da opinião pública está cada dia mais perto.




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