terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Tropas do Egito na Síria podem ser mais significativas que a intervenção da Rússia.

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Fonte: Damascus Insidertradução de Najah Al-Oujn

A se julgar por reportagens de várias várias fontes da mídia social alternativa o Egito deverá enviar tropas para a Síria. As tropas não se engajarão em ofensivas e deverão trabalhar como uma força de “mantenedores da paz”, defendendo cidades sob controle do governo sírio.

Desde a época da primeira intervenção da Força Aérea da Federação Russa em setembro de 2015, o Exército Árabe da Síria (SAA, Syrian Arab Army, na língua inglesa) se mostrou capaz de conquistar ganhos significativos de terreno contra a oposição armada no país. Entre seus sucessos mais evidentes está a liberação da base aérea de Kuweires e da totalidade da maior cidade e entroncamento econômico da Síria, Alepo.


A instalação de tropas egípcias na Síria dará um incremento importante para as forças governamentais, e pode ter uma significação potencialmente maior que o apoio aéreo fornecido pela Rússia. Sublinhe-se que a Rússia enviou para a Síria um número limitado de forças especiais para o terreno, e tem investido pesadamente nas Forças Armadas Sírias por várias décadas.

Embora sabendo que os soldados egípcios não participarão ativamente no conflito, sua presença permitirá que milhares de milicianos leais ao governo do país possam ser direcionados aos campos de batalha, como Idlib, Latakia, Homs e Deraa. Muitas pessoas que seguem os conflitos na Síria subestimaram o número de lutadores para manter grandes cidades e vilas na Síria.

No entanto, para que surta efeito significativo, o Egito deverá enviar um grande número de soldados. Até agora, esse tipo de informação ainda não está disponível.

De qualquer forma, a presença de tropas egípcias em solo sírio (para apoiar as tropas sírias do Exército Árabe da Síria) beneficiará o governo do presidente Assad, pois será uma demonstração de solidariedade, que também pode tornar mais cautelosa a Força Aérea Israelense  ao tentar atingir os envios de armas para o Hezbollah, já que não querem prejudicar seus laços com o Egito, se por acaso atingirem tropas egípcias por acidente.


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