sábado, 7 de janeiro de 2017

Resultado de imagem para big data wallpaperQuer influenciar resultado de eleições? Manipule as mentes


06 de janeiro de 2017 – Peter Koenig, com tradução de btpsilveira

Promover um ataque cibernético para influenciar resultados de eleições? Ridículo! Meu amigo, isso é coisa do passado, não se usa mais. Se é que já foi usado. Trata-se de uma invenção maligna de perdedores malignos da campanha maligna de Hillary Clinton, por sua vez apoiada por um criminoso que vai deixar o campo de luta, o presidente Obama, que não está deixando o gabinete como uma explosão, e nem mesmo como um lamento, mas como a desgraça de uma nação e das pessoas que gostam da verdade ao redor do mundo.


Este é o legado deixado pelo primeiro presidente negro dos Estados Unidos – o de um criminoso que matou milhares de pessoas indiscriminada e ilegalmente através de drones assassinos, que começou cinco novas guerras e que está atualmente envolvido em sete guerras injustificadas e conflitos armados ilegais mundo afora, matando milhões de pessoas, e para terminar, um mentiroso miserável.

Já em agosto de 2016 o informante da NSA William Binney declarou na Aaron Klein Investigative Radio que “o servidor do Comitê Nacional do Partido Democrata (DNC na sigla em inglês – NT) não foi hackeado pela Rússia e sim por um funcionário da inteligência dos Estados Unidos descontente com seu trabalho.” Binney passou então a afirmar que “a NSA tinha todos os e-mails delatados dos Clintons, e o FBI poderia ter tido acesso a eles se quisesse”. Ele conclui que não haveria necessidade de Trump pedir os e-mails aos russos. Ele poderia simplesmente pedir ao FBA ou à NSA e colocar as mãos nos documentos.

Assim, uma das últimas ações do Presidente Obama na sua ilustre passagem pela presidência dos Estados Unidos será mentir, não só para seus conterrâneos, mas para o mundo inteiro. Bravo!

*******

Mas há outros lugares onde poderemos encontrar a verdade por trás da “surpreendente” vitória de Donald Trump. Um deles é a Psicometria, um método baseado em uma massiva coleta de dados comportamentais de pessoas que são público alvo de determinada propaganda, mas podemos chamar esse método pelo nome mais conhecido de manipulação da mente, ou lavagem cerebral. Um pesquisador polonês de 34 anos da Universidade de Cambridge chamado Michal Kosinski é o arquiteto-em-chefe dessa nova tecnologia refinada de lavagem cerebral, que está sendo colocada no mercado, vendida e aplicada a partir de uma pequena firma de análise de dados estabelecida em Londres, chamada “Cambridge Analytica”.

A empresa de pesquisas trabalhou primeiro para o candidato republicano Ted Cruz, senador dos Estados Unidos pelo Estado do Texas, que era pouco conhecido pelo pela maioria dos eleitores (norte)americanos. A Cambridge Analytica fez sua popularidade crescer mais 40%, mas isso não foi suficiente para que ele alcançasse a indicação pelo Partido Republicano. A empresa de análise de dados foi contratada a seguir pela equipe de campanha de Trump – aparentemente com sucesso. Alexandre Nix, CEO da Cambridge Analytice explica em um vídeo de 11 minutos no YouTube  os métodos usados no caso de Ted Cruz.
 https://youtu.be/n8Dd5aVXLCc  (acesse para o vídeo - em inglês)
Como noticiado pelo jornal suíço ‘Tagesanzeiger’ (TA), Psicometria ou Psicográficos, não são coisa nova. Foram desenvolvidos em 1980, como uma ferramenta científica que ajudava a determinar a personalidade das pessoas. Psicólogos concluíram a seguir que cada traço do caráter das pessoas pode ser enquadrado dentro de cinco dimensões de personalidade. O sistema foi chamado de OCEAN, sigla para Openness, Consciousness, nível de Extraversion, Amicability (compatibilidade) e Neuroticism (Openness – transparência, franqueza; Consciousness – consciência, sensibilidade; Extraversion – extraversão, orientação psicológica para o exterior; Amicability – amizade, compatibilidade, amabilidade; Neuroticism – neuroticismo, instabilidade emocional, distúrbio mental que não tem causa conhecida – NT).

Kosinski afirma que baseado em 70 curtidas de qualquer pessoa no Facebook, ele pode determinar com 95% de acurácia se a pessoa é branca ou negra, com 88% se ele(a) é homossexual e com 85% se ele(a) é Democrata ou Republicano. Com 150 “curtidas”, ele pode determinar a personalidade da pessoa melhor que seus pais e com 300, melhor que seu parceiro(a). São afirmações expressivas e fortes. Mas seriam corretas? Muitos críticos afirmam o contrário, argumentando principalmente que não há provas de que o público alvo (I) realmente tenha votado e (II) que votaram de acordo com seu perfil. De qualquer maneira, seria muito difícil verificar em que extensão a Cambridge Analytica ajudou Donald Trump a vencer as eleições. A Cambridge Analytica também reivindica crédito para o voto BREXIT.

O acesso ao Facebook não é o único “input” para o “Big Data”. Poderíamos acrescentar dezenas de milhares de “likes” sob várias formas, como por exemplo, na navegação dos usuários do Google, hábitos de consumo e de comida, que cosméticos e banda de rock as pessoas preferem, se são drogados, se viciados em cigarros ou álcool ou apenas usuários leves, que tipo de bebida alcoólica ou carro preferem, seus hábitos bancários, e até mesmo com que rapidez sacam o celular do bolso quando ele toca. Tudo é coletado. Estamos na realidade vivendo em uma era em que não há barreiras para o desrespeito à privacidade e coleta universal de dados que nos dizem respeito. Quanto mais deixamos isso acontecer e ficamos inertes, pior ficará.

Centenas de milhares de pessoas estão nesse mesmo instante sendo literalmente “perfiladas” para uso de uma propaganda personalizada e dirigida, com mensagens específicas de convencimento para populações ou indivíduos que pensam da mesma maneira, para que votem em determinado candidato, ou contra ele. O jornal Tagesanzeiger conclui que isso explica porque as mensagens de Trump pareciam tantas vezes contraditórias ou confusas, tornando difícil estabelecer um quadro claro do que ele realmente queria dizer. Até hoje ainda é assim.

Ainda de acordo com Kosinski, nos “velhos dias”, as empresas de pesquisa social tinham que fornecer à população questionários complexos para serem preenchidos, com base em dados demográficos. Hoje essa atitude está ultrapassada. Nós agora temos internet e Facebook. Nem todas as pessoas, mulheres, negros, hispânicos, gays ou heteros – votam da mesma forma. Esse falso pressuposto foi usado pela campanha de Hillary Clinton e demonstrou ser bem enganoso. Mesmo pensando que Hillary teve 2.7 milhões de votos populares a mais, ela perdeu a eleição na soma dos membros do colégio eleitoral.

A Cambridge Analytica trabalhou nos assim chamados swing states (estados nos EUA que tradicionalmente têm eleições apertadas, com  pequena margem de votos para o vencedor, oscilando entre democratas e republicanos – NT). Nesses estados, eles tinham como público alvo especificamente os “vulneráveis”, ou indecisos, ou tentavam motivar aqueles que não tinham intenção de votar para que levantassem o traseiro do sofá e depositassem seu voto para Trump, ou contra Hillary, tanto faz, dependendo de cada perfil.

Vamos dar um exemplo: entre os nativos da Haiti, na Flórida, que não tinham a intenção de votar mas se inclinavam para o Partido Democrata, isto é, para Hillary Clinton, a propaganda descreveu em detalhes a corrupção da Fundação Clinton e como os Clinton arruinaram a economia do Haiti. Daí, os haitianos votaram. E votaram em Trump, um voto anti Clinton. Pelo menos era esse o plano e aparentemente funcionou em casos suficientes para ser bem sucedido.

Embora talvez nunca venhamos a saber até que ponto a Cambridge Analytica contribuiu para a eleição de Trump, nós podemos estar certos de que o método, barato quando em comparação com o perfilhamento demográfico, será usado massivamente no futuro, quase com certeza já nas próximas eleições na França e Na Holanda (primavera de 2017) e na Alemanha (outono de 2017).

Graças a Deus pelo Presidente Putin (eu deveria dizer isso mais vezes) por dar a Obama e a todas as pessoas que o cercam uma lição de como se comporta um estadista e não um perdedor imbecilizado, que Obama é. O Presidente Putin não retaliou a expulsão de 35 diplomatas russos com suas famílias justamente nas vésperas do ano novo, quando estavam se preparando para as festividades do Ano Novo, com base em uma mentira deslavada. Em vez de expulsar os diplomatas dos Estados Unidos em Moscou ele os convidou, juntamente com suas crianças, para celebrar as festas de final de ano com seus colegas russos. O ato de covardia de Obama foi supostamente deflagrado como “sanção” pela “intervenção russa nas eleições dos Estados Unidos” – uma mentira odiosa. Obama, o fantoche principal do estado profundo que maneja as linhas que controlam seus lábios e sua mente – ele (nominalmente presidente) – sabe que não passa de uma fraude vergonhosa.


Peter Koenig é um economista e analista geopolítico. Também trabalhou na equipe do Banco Mundial e viajou extensivamente pelo mundo trabalhando nos campos do meio ambiente e recursos aquáticos. Escreve regularmente para Global Research, ICH, RT, Sputnik, PressTV, The 4th Media, TelSUR, TruePublica, The Vineyard of The Saker e outros sites da internet.

http://thesaker.is/mind-manipulations-to-influence-election-results/

Nenhum comentário:

Postar um comentário