terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Resultado de imagem para Turkey's NATOTurquia cada vez mais distante da OTAN
A Turquia quer permanecer na OTAN? Os Estados Unidos querem a Turquia na OTAN?


Adam Garrie, em theDuran, tradução por btpsilveira

Numa coisa o presidente Trump e o membro do parlamento turco e do partido do presidente Erdogan, Samil Tayyar, concordam: em sua atual configuração, a OTAN está obsoleta.

Mas Tayyan vai ainda mais longe. Em declarações na sequência da aprovação da legislação que dará ao homem forte do país, presidente Erdogan, poderes quase ditatoriais, o parlamentar criticou asperamente a OTAN, da qual a Turquia é membro desde 1952.

Ele acusou a OTAN de de não ser diferente de outros grupos terroristas que operam atualmente n Turquia, incluindo entre eles as forças Gulenistas, passando a declarar:

 “a OTAN sempre foi a responsável por muitas ações sujas e sangrentas no país. O golpe militar de 1960 foi elaborado pelos britânicos, o golpe de 1971 foi organizado pela CIA e o de 1980 pela OTAN”.

As declarações, enquanto obtusas nos seus termos no âmbito das acusações, demonstra as tendências atuais da Turquia que estão levando o país para fora do campo de influência da OTAN e dos Estados Unidos.
Erdogan e seu círculo mais próximo nunca se perdoaram os Estados Unidos pela alegada orquestração do golpe fracassado do ano passado. Da mesma forma, Erdogan parece estar genuinamente convencido que os Estados Unidos estão apoiando as forças Gulenistas na Turquia.
Como perguntei recentemente, “Donald Trump expulsará a Turquia da OTAN”? Minha própria resposta imediata foi, “o próprio Erdogan está fazendo um trabalho muito bom para tirar a si mesmo da OTAN”. Parece que isso adquire cada vez mais foros de verdade.
Atualmente a Turquia possui o Segundo maior exército da OTAN, mas com as inquietações políticas internas e a hostilidade aberta contra a OTAN e os Estados Unidos na Turquia, como podem a Turquia e os Estados Unidos ter esperança de continuar uma parceria?
Embora a Rússia esteja tentando, pelo menos em um nível político, transformar a Turquia de um país produtor e exportador de atrocidades terroristas na Síria, em uma potência que pode ajudar a levar as facções antigovernistas até a mesa de conversações em Astana, Donald Trump, pelo contrário, nunca mencionou qualquer desejo de ter a Turquia como aliada na guerra contra o terrorismo islâmico. Ele menciona sempre apenas a Rússia.
Neste sentido, podemos estar testemunhando o estranho fenômeno de ver a Turquia sendo empurrada para perto da Rússia por razões pragmáticas e de manejo do poder regional. Além disso, a Rússia parece ser um dos poucos países que ainda não perderam a paciência com a Turquia.
A administração Obama fez muito pouco para consertar suas relações com a Turquia, a não ser negar rispidamente as acusações de Erdogan. Já Trump não parece particularmente preocupado com a Turquia.
Como Trump vê a Guerra da Rússia contra o islamismo radical como moralmente correta e alinhada aos interesses dos Estados Unidos, o país pode ser voltar lentamente para a Rússia por razões ideológicas.
Caso Trump seja capaz de fazer a OTAN deixar de lado uma guerra fria contra a Rússia para se tornar uma significativa força antiterrorista, então a Turquia pode ter um pape preponderante a jogar nesse esquema. A Turquia sabe mais sobre o terrorismo em lugares como o Iraque e a Síria que qualquer outro membro da OTAN.  Afinal de contas, da mesma forma que os Estados Unidos, a Turquia fundou e ajudou muitos desses terroristas.
Se realmente há uma esperança que os Estados Unidos possam , por assim dizer, “mudar de lado” na Guerra contra o terrorismo, então a Turquia também pode, se não por outra razão, pelo menos porque Erdogan não vai querer estar do lado perdedor do história mais uma vez.



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