terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Resultado de imagem para Evil Putin“Nos Estados Unidos isso não acontece” – Revolução Colorida na Marra


por Moon of Alabama – tradução de NirucewKS_063

A estratégia “A Rússia é o inferno” e “Trump é seu capeta”, foi propagada durante a campanha eleitoral de Hillary Clinton. Cresceu sem parar, a partir da provocação dos EUA contra a Rússia depois que o golpe aplicado na Ucrânia começou a cair pelas tabelas e após a Rússia ter socorrido o governo Assad na Síria. Como Secretária de Estado naquela época, Hillary foi a principal força por trás da campanha contra a Rússia. Quando Hillary perdeu a eleição para Trump, as tentativas de ligar Trump à Rússia foram disparadas por parte da comunidade da inteligência dos Estados Unidos.


O DHS (Departamento de Segurança Interna, na sigla em inglês – NT) e o FBI publicaram um relatório de propaganda (política) acusando a Rússia de atividades cibernéticas prejudiciais durante a eleição, embora sem providenciar qualquer evidência. O relatório surgiu em conjunto com a expulsão de 35 diplomatas russos pela administração Obama. Então, o DHS deu um “jeitinho” de plantar uma falsa história da invasão cibernética russa contra as instalações elétricas de Vermont, replicada pelo jornal Washington Post.

Resultado de imagem para James ClapperJames R. Clapper, chefão de Inteligência Nacional, veio a seguir com um “relatório” de alegada intervenção russa nas eleições presidenciais dos EUA. Mesmo Masha Gessen, conhecida por odiar radicalmente a Putin teve que considerar o relatório uma peça mal feita de propaganda enganosa e implausível. Daí, o DNI ajudou a publicar um “relatório do MI6”, elaborado por espiões inexistentes corroborando a suposta intervenção de Putin nas eleições. Na sequência uma escalada sem precedentes nas ameaças do Pentágono contra a Rússia, ao mandar uma brigada inteira e outros ativos para a fronteira russa.

Nesse instante, ninguém menos que o diretor da CIA, alerta o presidente para ”fechar a boca”. Alguém sabe de algum precedente ameaçador como esse, onde um idiota qualquer das agências de inteligência manda um presidente eleito que assumirá o poder dentro de alguns dias calar a boca?

No todo, é uma bem elaborada peça de propaganda com o claro propósito de reforçar o velho esquema que Clinton e seus joguetes estão promovendo já há algum tempo: a Rússia é ruim e perigosa. Trump é aliado da Rússia. Trump deve ser detido, mas ainda melhor: a Rússia tem que ser detida.

O diabo é que a propaganda está surtindo efeito. Algumas consequências dela:

Os (norte)Americanos estão mais preocupados que estavam antes da campanha presidencial de 2016 começar sobre a ameaça potencial que a Rússia significaria para o país, de acordo com pesquisa realizada pela Reuters/Ipsos publicada na sexta feira. A pesquisa de 9/12 de janeiro constatou que 82% da população adulta, entre os quais 84% de Democratas e 82% de Republicanos, acabaram por descrever a Rússia como uma “ameaça” aos Estados Unidos. Esse é um percentual maior que os 76% de março de 2015, quando foram respondidas as mesmas questões.

Esse tipo de campanha extensiva e dispendiosa não acontece casualmente. Tem objetivo mais amplo.

Na origem, a campanha foi direcionada apenas contra a Rússia, com o objetivo aparente de reiniciar uma (lucrativa ao extremo) Guerra Fria. Neste momento, vista à distância, a campanha está cada vez mais parecida com a preparação para uma das famosas “revoluções coloridas” induzidas pela CIA:
Embora não em todos os casos, mas na sua maioria, os protestos de rua aconteceram na sequência de eleições disputadas, ou as eleições foram seguidas por pedidos de “eleições mais justas”, mas o resultado final sempre foi a renúncia ou a derrubada de líderes considerados autoritários pelos opositores.
Nos Estados Unidos ainda estão faltando os protestos e a violência entre os civis.

Diferente das revoluções coloridas já levadas a efeito pela CIA como por exemplo na Georgia (2003), na Ucrânia (2004) e em outros locais, a “revolução colorida” ou tentativas de golpes dos EUA têm disso acompanhadas pelo uso da força ao lado dos “protestos pasíficos”. Essas “revoluções coloridas pela força” aconteceram na Líbia, na Síria e na Ucrânia.

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Irmandade Muçulmana
Um denominador comum delas sempre foi o uso da força e da violência que têm início sempre do “lado dos mocinhos” contra o “lado dos bandidos”, mas quando do relato dos fatos, a mídia comprada e os propagandistas informam que o “lado mau” que teria começado a disparar e atiçar a violência. O “lado dos mocinhos” estaria sempre em “manifestação pacífica”, mesmo quando quem morre são policiais ou membros do “lado dos bandidos”. Exatamente o que aconteceu na Líbia, onde os EUA e seus jagunços do Golfo usaram a Al-Qaeda, ao lado de jihadistas de Benghazi como “manifestantes pacíficos” contra o governo. Na Síria, a Irmandade Muçulmana apoiada pela OTAN matou policiais e soldados durante as tais “manifestações pacíficas” em Deraa e na Ucrânia, os atiradores fascistas da oposição mataram policiais e manifestantes a partir do telhado de um hotel . Todos esses eventos ocorreram durante o tempo em que Hillary Clinton era Secretária de Estado.

Houve alertas de uma revolução colorida a caminho nos Estados Unidos, a partir de vários nichos extremistas da paisagem política. Antes da eleição, o neocon Jackson Diehl bradava que “Putin” estaria preparando uma revolução colorida contra a presidente eleita Clinton para entregar o poder em mãos de Donald Trump. Com a vitória incontestável de Trump, esse conto de fadas perdeu o sentido. Depois da eleição, Wayne Madsen, sempre disposto a encontrar uma teoria da conspiração, descobriu incontinente que Clinton e George Soros estavam partindo para o lançamento de uma revolução colorida contra Trump.

As viúvas da campanha de Clinton estão convocando uma grande demonstração anti Trump que deverá ocorrer durante a tomada de posse em 20 de janeiro.

Assassinatos em massa ocorrem regularmente nos Estados Unidos entre doidos desse e de outros tipos. Não há necessidade de teorias mirabolantes ou planos maléficos para levar em conta algumas questões do tipo “e o que acontece se...”

Pois então, o que acontecerá se algum “apoiador de Trump” (o tal do ‘lado dos bandidos’) começar a disparar contra a multidão de manifestantes (ou contra o cordão de policiais)?

Será que a CIA, o DHS e o DNI não vão “descobrir” e afirmar que o massacre consequente foi um “Plano Russo”?



Um comentário:

  1. http://choldraboldra.blogspot.com.br/2017/01/a-questao-nao-e-trump-somos-nos.html

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