segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O desespero de Obama e sua equipe com a Rússia e a Síria

por Margaret Kimberley, tradução: btpsilveira

30 de dezembro de 2016 "Information Clearing House" – Não é coincidência que a propaganda contra a Rússia tenha alcançado alturas inimagináveis no exato momento em que o governo da Síria está prestes a retomar seu país das mãos dos terroristas. Barak Obama e o restante do partido da guerra se encarregaram de espalhar declarações sem pé nem cabeça porque seus grandes planos de tornar efetivo o projeto neoconservador para um Novo Século Americano deu com os burros n’água e está enfrentando sérios problemas.


As corporações de imprensa dos Estados Unidos ignoraram olimpicamente o sofrimento dos sírios na cidade de Alepo, até que sua ocupação pelos terroristas foi quebrada pelo Exército Árabe Sírio. Desde 2012, o Estado Islâmico e outros grupos terroristas apoiados pelos Estados Unidos, OTAN, Arábia Saudita e Qatar tomaram como reféns milhares de pessoas daquela cidade. Os turcos saquearam totalmente a região, pilhando fábricas sírias e as transportando peça por peça para seu país. 

Jogando com as emoções

Pois agora que os sírios retomaram a cidade com a ajuda de seus aliados russos, iranianos e do Hezbollah, começou um fluxo constante de notícias sobre Alepo. Tudo para sensibilizar o povo ocidental desinformado, no intuito de permitir que o complexo industrial de direitos humanos façam tranquilamente seu trabalho sujo.

A organização Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos – NT) e outros grupos que trabalham ostensivamente para promover a política externa dos EUA falam sem parar de crimes de guerra. Enquanto eram os aliados dos Estados Unidos que estavam aterrorizando os sírios, a organização estava calada. Mas agora, de repente começou a apontar dedos acusadores, sempre para aqueles que não aceitam os planos de mudança de regime impostos pelos EUA.

O longo esforço de cinco anos para destruir o Estado Sírio produziu inúmeras vítimas no país, sempre com a ameaça de se espalhar e tornar-se um conflito internacional. O assassinato do embaixador russo em Ancara poderia muito bem ser este momento. As últimas palavras do atirador terrorista foram uma chamada para a jihab. Depois de 100 anos, outro assassinato em Sarajevo ainda está presente em nossa memória.

O principal jogador

Neste drama, o papel de principal ator sempre pertenceu aos Estados Unidos. Nenhuma das nações envolvidas nesses crimes agiriam sem apoio decisivo dos (norte)americanos. Todas as mortes, os cercos, a fome e a procura frenética por refúgio seguro poder ser lançados aos pés dos (norte)americanos. Assim também com o assassinato do embaixador russo. Toda essa confusão internacional está coberta pelas digitais dos Estados Unidos.

O governo sírio está determinado a retomar o controle de seu país e os (norte)americanos e seus aliados estão também determinados a impedir isso. Os recentes sucessos alcançados pelo Exército Sírio explica parte do desespero de Obama, do Partido Democrático e da imprensa corporativa.

Ao culpar a Rússia, matam-se vários coelhos com uma cajadada só. É o que faz continuar a propaganda enganosa contra um país que não vai se dobrar e nem aceitar a hegemonia (norte)Americana. A “super russofobia” também foi uma tentativa de enfiar goela abaixo do povo dos EUA a intragável e incompetente Hillary Clinton. Na sequência, está sendo usada por Democratas e Republicanos para atrapalhar ao máximo a futura administração e seus planos de retomar relações com a Rússia e impedir a continuação das táticas da doutrina de “mudança de regime”. O partido da guerra nunca dorme.

A última conferencia de imprensa de Obama estava repleta de mentiras e insultos contra a Rússia e Vladimir Putin. Ele deveria se envergonhar de dizer que a Rússia é “pequena”, “fraca” e que “não produz nada que outros países queiram a não ser petróleo, gás e armas”. Ele completou sua arenga dizendo que “Putin é o antigo chefe da KGB”. Ele nunca foi tal coisa, e é claro que Obama sabe muito bem disso. Não está claro se ele esperava mesmo que alguém acreditasse nessas besteiras ou se o fato de ter que encarar o próprio fracasso o levou a escalar essa montanha de bobagens.

Legado vazio

Obama tinha quase a certeza de que Hillary venceria as eleições e que seria uma continuadora de seus planos de mudanças de regime. Não só ela perdeu e privou Obama de um terceiro mandato, mas de repente o vácuo de seu legado se tornou transparente. Ficou claro que “esperança e mudança” não passa de uma peça de propaganda enganosa destinada apenas a disfarçar seu comprometimento com o projeto mundial dos neoliberais.

Daqui a pouco mais de três semanas, Donald Trump será o novo presidente dos Estados Unidos. É um período de tempo muito curto para impor uma espécie de golpe branco. Ele tomará posse, mas até lá o time de Obama está trabalhando duro para assegurar que ele não poderá mudar o estado de coisas que trabalharam tão duramente para estabelecer.

Enquanto os eleitores do Partido Democrata estão ansiosos por temas como o racismo, imigração, islamofobia, nomeações para o judiciário e perda de direitos eleitorais, seus líderes se preocupam apenas com a manutenção do imperialismo. Obama e o resto do Partido Democrata não são dignos da lealdade de seus eleitores. Em 20 de janeiro, milhares de pessoas marcharão sobre Washington para protestar contra Trump. Enquanto isso, os Democratas estão fazendo esforços insanos para ajudar aos terroristas que destroem a Síria.

Proteste contra os Democratas

Alguns dos manifestantes deveriam dirigir sua ira contra Obama e os Democratas, e não apenas por causa do fracasso eleitoral. Deveriam também exigir um fim para o apoio incondicional que o Partido Democrata dá aos senhores da guerra.

Se for mesmo verdade que Trump é um fascista, ele não seria o primeiro na Casa Branca. Essa descrição se ajusta como uma luva ao seu predecessor.

Acontece que as coisas estão saindo de seu controle. O destino da Síria não está mais em mãos (norte)americanas. É por isso que seu desespero é tão evidente.

A coluna de MARGARET KIMBERLEY é publicada toda semana em BlackAgendaReport.com. Ela pode ser contatada aqui: Margaret.Kimberley@BlackAgendaReport.com.


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